domingo, abril 18, 2010

alone-expo 25 abril

Tanto Mar


Chico Buarque

Sei que estás em festa, pá

Fico contente

E enquanto estou ausente

Guarda um cravo pra mim

Eu queria estar na festa, pá

Com a tua gente

E colher pessoalmente

Uma flor do teu jardim

Sei que há léguas a nos separar

Tanto mar, tanto mar

Sei também que é preciso, pá

Navegar, navegar

Lá faz primavera, pá

Cá estou doente

Manda urgentemente

Algum cheirinho de alecrim

exposiçao"25 abril"

Maria Tereza


Portugal Ressuscitado

José Carlos Ary dos Santos

(Caxias, 26 de Abril de 1974)

Depois da fome, da guerra

da prisão e da tortura

vi abrir-se a minha terra

como um cravo de ternura.

Vi nas ruas da cidade

o coração do meu povo

gaivota da liberdade

voando num Tejo novo.

Agora o povo unido

nunca mais será vencido

nunca mais será vencido

Vi nas bocas vi nos olhos

nos braços nas mãos acesas

cravos vermelhos aos molhos

rosas livres portuguesas.

Vi as portas da prisão

abertas de par em par

vi passar a procissão

do meu país a cantar.

Agora o povo unido

nunca mais será vencido

nunca mais será vencido

Nunca mais nos curvaremos

às armas da repressão

somos a força que temos

a pulsar no coração.

Enquanto nos mantivermos

todos juntos lado a lado

somos a glória de sermos

Portugal ressuscitado.

Agora o povo unido

nunca mais será vencido

nunca mais será vencido.

segunda-feira, abril 05, 2010

AJUDA COM ARTE

23 de Março de 2010


6 de Abril - 18,30h - Galeria Vieira Portuense - Ajuda com Arte



Aidê Zorek, Alberto D'Assumpção, Ana Camilo, André Semban, Angelina Gomes , António Dulcídio, Arnaldo Macedo, Bem-Aventurado Jorge, Carmen Santaya, Carmen Sevillano Estremera, Cassio Mello, Constância Néry, César Barros Amorim (Mutes), Danielle Carcav, Felipe Alarcón Echenique, Fernando Pamplona, Francisco Urbano, Irene Gomis, Joana Gonçalves, José Gonçalves, José Projecto, Júlia Fernandes, Kim Molinero, Lena Gal, Luz Morais, Luís Rodrigues, Marco Batista, Marghy Compiegne, Maria da Glória, Maria Dulce Bernardes, Maria Tereza Braz, Marina Fátima, Marina Mourão, Mary Carmen Calviño, Miguel Angel Salido Serrano, NEIRO, Nelson Marques, Paula Navarro, Pedro Charters d’ Azevedo , Pedro S. Morillo, Pilar Feás, Porfírio Alves Pires, Renato Pereira, Ritta Bremer, Rosaura Serrano Sierra, Sabela Baña Roibás, Sara Garrote (Chuca), Soledad Fernández, Sónia Lapa, Tareixa Barrós, Teodoro Büest, Té Salvado, Yolanda Carbajales

sábado, abril 03, 2010

ANALISE ...as minhas telas

A POETISA DAS TELAS


(Christiano A. Fagundes Freitas)

Em termos gerais, pode-se afirmar que a arte naif ou arte primitiva moderna (como também é conhecida) é aquela produzida por artistas sem uma formação acadêmica na arte que executam. No entanto, importante ressaltar que tal fato não significa uma obra artística com qualidade inferior , e a produção artística de Maria Tereza Braz é a grande prova dessa minha afirmação.

Maria Tereza Braz é, inquestionavelmente, uma grande artista naif. A técnica utilizada por Maria Tereza Braz é algo que, por si só, já desperta a curiosidade daqueles que têm sensibilidade e digo-lhe mais, nobre leitor, até mesmo as pessoas mais insensíveis ficam emocionadas, em estado de encantamento diante de uma tela pintada por essa talentosa artista.

Maria Tereza é verdadeira poetisa das telas: em cada tela pintada por Maria Tereza, fica registrado um poema, com versos que falam de amor, que choram de saudade, que retratam a beleza da vida em todas as suas formas, pois sabe a artista ( e como sabe) que viver vai muito além do que os olhos permitem ver...

Se Amália Rodrigues é a rainha do fado, se Fernanda Montenegro é a diva do teatro brasileiro, Maria Tereza é, sem dúvida, a dama da pintura (naif) contemporânea de Portugal. E faço questão de citar uma artista brasileira nessa comparação, pois a obra de Maria Tereza atravessou o oceano, uma vez que a artista já conquistou prêmios importantes no Brasil, além de ter participado de diversos concursos de artes plásticas no Brasil, sempre chamando a atenção pela beleza, pela simplicidade de sua arte! E quem disse que o simples é fácil? Ledo engano de quem não sabe mesmo o que diz!



Se o artista naif, às vezes, “desafina” em sua arte é pelo fato de fazer dela uma extensão do seu viver, e a vida, com frequência, nos leva ao caminho da “desafinação”, mas o importante é isso: vislumbrar a poesia que os momentos de dor nos oferecem! E a arte de Maria Tereza Braz prova que é possível fazer nascer uma flor do solo alimentado por uma grande dor!



Campos dos Goytacazes - Rio de Janeiro. Brasil.